quinta-feira, 26 de julho de 2018


Brasil é o país com maior taxa de mortes de ambientalistas do mundo, revela ONG


O Brasil “tem sido o país mais perigoso para os defensores da terra ou do meio ambiente na última década”. É o que revela um levantamento divulgado nesta terça-feira (24) pela organização internacional Global Witness. De acordo com o balanço, o país é responsável por uma média de 42 mortes por ano desde 2012.
Só no ano passado, pelo menos 207 ativistas ambientais foram

mortos. 2017 foi o ano com o maior número de mortes desde 2002, quando o
levantamento começou a ser feito. A média foi de quase 4 assassinatos por
semana.

A Global Witness faz o mapeamento de mortes de pessoas que atuam

na área ambiental em todo o mundo e, segundo a organização, esse tipo de crime
tem aumentado, principalmente, em países em desenvolvimento com porções
indígenas, ativistas comunitários e ambientalistas. A América Latina lidera o
significativas de recursos naturais. As principais vítimas são líderes
ranking com 60% dos casos.

Ainda segundo o relatório, no Brasil, metade das mortes ocorreu em

chacinas. Uma delas foi na gleba de Taquaruçu do Norte, em Colniza (MT), no dia
19 de abril, quando nove sem-terra foram mortos. Outro caso aconteceu quando
Lençóis, na região da Chapada Diamantina, na Bahia. O crime ocorreu em 7 de
seis pessoas foram encontradas mortas na comunidade quilombola Luna, em
agosto.

Para pesquisadores que fizeram parte da elaboração do relatório, o

Brasil tem muitas características de outros países onde esse tipo de crime
acontece com mais frequência. Altos índices de corrupção e problemas históricos
no uso da terra são alguns dos fatores em comum.


Reportagem, Marquezan Araújo