quinta-feira, 16 de abril de 2015

Agrotóxicos e câncer: irresponsabilidade torna-se explícita


Instituto Nacional do Câncer estabelece relação entre doença e venenos agrícolas. Governo e Congresso insistem em manter política que incentiva, com isenção de impostos, uso maciço do produto
Por Inês Castilho
Finalmente o assunto recebeu a divulgação que merece. No Dia Mundial da Saúde, 8 de abril, o veneno que está em nossa mesa foi apontado pelo Inca (Instituto Nacional de Câncer) como causador de vários tipos de câncer – e a informação, sempre abafada, chegou aos telejornais. Relatório sobre o uso de agrotóxicos nas lavouras alerta para a gravidade do problema para a natureza, os trabalhadores e toda a população. O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo: mais de um milhão de toneladas por ano, ou 5,2 kg por habitante.
Cerca de 280 estudos sobre a relação entre câncer e pesticidas vêm sendo publicados anualmente em revistas científicas internacionais – ressaltou o pesquisador do Inca Luiz Felipe Ribeiro Pinto, no lançamento do documento – quatro vezes mais que vinte anos atrás. O Inca recomenda criar políticas de controle e combate desses produtos, cujos fabricantes são isentos de impostos!, para proteger a saúde da população. Apoia o consumo de alimentos orgânicos, livres de agrotóxicos, e reivindica políticas públicas que apoiem a agroecologia com mais recursos – hoje, muito menores que os carreados para o agronegócio. Recorda que o país isenta de impostos a indústria produtora de agrotóxicos. Alerta que o Brasil permite o uso de agrotóxicos proibidos em outros países.
“No Brasil, a venda de agrotóxicos saltou de US$ 2 bilhões para mais de US$7 bilhões entre 2001 e 2008, alcançando valores recordes de US$ 8,5 bilhões em 2011. Assim, já em 2009, alcançamos a indesejável posição de maior consumidor mundial de agrotóxicos, ultrapassando a marca de 1 milhão de toneladas, o que equivale a um consumo médio de 5,2 kg de veneno agrícola por habitante”, informa o Inca.
Contudo, são venenos para nós e o ambiente. Para quem trabalha em contato direto com eles, o risco é de intoxicação aguda, caracterizada por irritação da pele e olhos, coceiras, dificuldades respiratórias, convulsões e até morte. Landa Rodrigues, 40 anos, desde criança trabalhadora com agrotóxicos na lavoura em Teresópolis (RJ), conta que aos 20 anos começou a sentir os olhos arderem e incharem. Nunca mais voltariam ao normal, e hoje enxerga pouco. Há muitas outras vítimas na sua região, conta. “Câncer aqui é igual epidemia de dengue no Rio. Não falta caso para contar.” Seu pai, tio e avô morreram de câncer, assim como vizinhos. [1]
Já quem ingere – os 99% da população brasileira – pode ter intoxicação crônica, que demora vários anos para aparecer, resultando em infertilidade, impotência, cólicas, vômitos, diarreias, espasmos, dificuldades respiratórias, abortos, malformações, neurotoxicidade, desregulação hormonal, efeitos sobre o sistema imunológico e câncer. Que tal? Quantas doenças de hoje, muitas femininas, não teriam a ver com esses venenos que ingerimos como alimentação? Lembremos aqui o leite materno contaminado de Lucas do Rio Verde.
“Mês passado, a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc) publicou relatório no qual classificou cinco agrotóxicos como ‘provavelmente’ ou ‘possivelmente’ cancerígenos, dos quais três são permitidos no Brasil pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa). Diante da publicação, o órgão afirmou que reavaliará a segurança dos produtos. No Brasil, além disso, pelo menos outras dez substâncias usadas na lavoura estão proibidas em países como Estados Unidos e os da União Europeia. E mesmo proibidos ou não, as evidências científicas não garantem a segurança dos agrotóxicos, critica o Inca.”
Mais impactante, o aumento do consumo se deu com a liberação e expansão das lavouras de transgênicos. “É importante destacar que a liberação do uso de sementes transgênicas no Brasil foi uma das responsáveis por colocar o país no primeiro lugar do ranking de consumo de agrotóxicos, uma vez que o cultivo dessas sementes geneticamente modificadas exigem o uso de grandes quantidades destes produtos.” – afirma o relatório. Ironicamente, um dos argumentos favoráveis a sua liberação era de que reduziriam o uso de agrotóxicos, visto que a semente geneticamente modificada vinha justamente combater as pragas de cada lavoura.
O Brasil é hoje – recorde alarmante – o segundo maior produtor mundial de transgênicos, com mais de 48 milhões de hectares plantados com sementes geneticamente modificadas: 65% do algodão, 93% da soja, 82% do milho que consumimos são transgênicos. Assim, podemos estar ingerindo transgênicos + veneno não apenas nos alimentos in natura, mas também em muitos produtos industrializados, tais como biscoitos, salgadinhos, pães, cereais matinais, lasanhas, pizzas e outros que tenham como ingredientes o milho e a soja, por exemplo. Assim, olho vivo nos rótulos de supermercados: veremos que as milharinas da vida, outrora inocentes farinhas de milho do mingau, contêm aquele T da transgenia (que por sinal tem projeto de lei para tentar esconder).
O Inca não poderia ter sido mais contundente em seu alerta à população e ao governo. “Ainda podem estar presentes nas carnes e leites de animais que se alimentam de ração com traços de agrotóxicos, devido ao processo de bioacumulação. Portanto, a preocupação com os agrotóxicos não pode significar a redução do consumo de frutas, legumes e verduras, que são alimentos fundamentais em uma alimentação saudável e de grande importância na prevenção do câncer. O foco essencial está no combate ao uso dos agrotóxicos, que contamina todas as fontes de recursos vitais, incluindo alimentos, solos, águas, leite materno e ar. Ademais, modos de cultivo livres do uso de agrotóxicos produzem frutas, legumes, verduras e leguminosas, como os feijões, com maior potencial anticancerígeno.” – afirma o Inca.
Não há fiscalização de fato para o uso do veneno. Os últimos resultados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos (PARA) da Anvisa revelaram amostras com resíduos de agrotóxicos em quantidades acima do limite máximo permitido e com a presença de substâncias químicas não autorizadas para o alimento pesquisado. Constataram também a existência de agrotóxicos em processo de banimento pela Anvisa ou que nunca tiveram registro no Brasil.
Outras questões merecem destaque, recorda o Inca. Uma delas é o fato de o Brasil ainda realizar pulverizações aéreas de agrotóxicos, que ocasionam dispersão destas substâncias pelo ambiente, contaminando amplas áreas e atingindo populações. A outra é a isenção de impostos que o país continua a conceder à indústria, um grande incentivo ao seu fortalecimento, na contramão das medidas recomendadas. E ainda, o fato de o Brasil permitir o uso de agrotóxicos já proibidos em outros países.
Na grande mídia, o Ministério da Saúde e a indústria de agrotóxicos e transgênicos limitaram-se a negar as evidências apontadas pelo Inca, órgão do próprio Ministério. Na contramão de todas as evidências, a CTNbio acaba de aprovar o plantio de eucalipto transgênico:
Ao longo dos últimos anos, o Inca tem apoiado e participado de diferentes movimentos e ações de enfrentamento aos agrotóxicos, tais como a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, o Fórum Estadual de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos do Estado do Rio de Janeiro, o Dossiê da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) “Um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde”, a Mesa de Controvérsias sobre Agrotóxicos do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional – Consea e os documentários “O Veneno Está na Mesa 1 e 2”, de Silvio Tendler.
Além dos efeitos tóxicos evidentes descritos na literatura científica nacional e internacional, as ações para o enfrentamento do uso dos agrotóxicos têm como base o Direito Humano à Alimentação Adequada – DHAA (previsto nos artigos 6º e 227º da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988), a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Decreto nº7.272, de 25/08/2010), a Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo e da Floresta – PNSIPCF (Portaria nº 2.866 de 02/12/2011), a Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da #rabalhadora (Portaria nº 1.823, de 23/08/2012) e a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica – PNAPO (Decreto nº 7.794, de 20/08/2012).


quarta-feira, 15 de abril de 2015

David Harvey opina sobre renovação da esquerda


POR 
DAVID HARVEY
 ON 15/04/2015CATEGORIAS: CAPA, CRISE FINANCEIRA, DESIGUALDADES, ENTREVISTAS, MUNDO
Myke Watson entrevista David Harvey, para a Verso Books | Tradução Evelyn Petersen

Conhecido pela abordagem não convencional que introduziu no debate sobre o Direito à Cidade e por sua leitura heterodoxa da obra de Karl Marx, o geógrafo David Havey parece cada vez mais disposto a participar do esforço pela renovação do pensamento e lutas anticapitalistas. A partir de 2011, ele já examinara atentamente movimentos como a Primavera Árabe, os Indignados e o Occupy. Agora, aos 79 anos, segue com atenção formações políticas que, embora tendo o marxismo como fonte (não única…) de inspiração, diferem em muito dos partidos tradicionais de esquerda — nos programas, práticas e métodos de organização. Volta os olhos, em especial, ao Syriza grego e Podemos espanhol.
Na entrevista a seguir, Harvey fala brevemente — porém de forma incisiva — sobre estes novos movimentos-partidos. Vale atentar para três pontos suscitados pelo geógrafo: a) Segundo ele, o cenário das lutas políticas e culturais é menos sombrio do que vezes parece. A esquerda histórica perdeu a capacidade de dialogar com os novos movimentos. No entanto, eles multiplicam-se, ao reunir um número crescente de pessoas que, em meio a um mundo desumanizado, “buscam uma forma de existência não-alienada e esperam trazer de volta algum sentido à própria vida”; b) Syriza e Podemos não se definem como anti-capitalistas, mas isso é o que menos importa. Eles dão sentido e força à revolta de quem se sente desamparado pela redução dos direitos sociais. Ao fazê-lo desafiam o principal projeto do sistema: uma nova rodada de reconcentração de riquezas, expressa nas políticas de “austeridade” ou “ajuste fiscal”; c) Talvez o calcanhar-de-aquiles das políticas hoje hegemônicas esteja na Europa. Ao empurrarem a Grécia para fora do euro, a oligarquia financeira pode produzir uma tempestade de consequências imprevisíveis. Segue a entrevista (A.M.).
m seu último livro você afirma que Marx optou pelo humanismo revolucionário em vez do dogmatismo teleológico. Onde seria possível encontrar um espaço para a concretização deste humanismo revolucionário?
Isto não é uma coisa que precisamos inventar – tem muita gente aí fora em conflito com o mundo em que em vive, que busca uma forma de existência não-alienada e espera trazer de volta algum sentido à própria vida. Penso que o problema está na incapacidade da esquerda histórica em saber lidar com este movimento, que pode realmente modificar o mundo. No momento, os movimentos religiosos (como o evangélico) têm se apropriado desta busca por sentido, o que pode implicar, politicamente, na transformação destes movimentos em algo totalmente diferente. Penso, por exemplo, no ódio contra a corrupção, no fascismo em ascensão na Europa e no radicalismo do Tea Party norte-americano.

O livro encerra com uma discussão sobre as três contradições perigosas (crescimento ilimitado, a questão ambiental e alienação total) e diversos caminhos de mudança. Isto seria um tipo de programa ou a revolta precisa se basear em uma espécie de coalizão fluida de diferentes formas de insatisfação?
A convergência entre diversas formas de oposição sempre terá importância fundamental, conforme vimos em Istambul, com o parque Gezi, e no Brasil. O ativismo político é de importância fundamental e, novamente, creio que o problema esteja na incapacidade da esquerda em canalizá-lo. Há diversas razões para isto, mas penso que o motivo principal seja o fracasso da esquerda em abandonar a sua ênfase tradicional na produção em favor de uma política da vida cotidiana. Ao meu ver, a política do cotidiano é o ponto crítico a partir do qual podem se desenvolver as energias revolucionárias, e onde já ocorrem atividades orientadas para a definição de uma vida não-alienada. Tais atividades estão antes relacionadas ao espaço de vida do que ao espaço de trabalho. Syriza e Podemos nos oferecem um primeiro vislumbre deste projeto político – não são revolucionários puros, mas despertaram grande interesse.
O Syriza tem desempenhado um papel trágico, no sentido clássico do termo. Está efetivamente salvando o euro (que tem sido instrumento de violência de classe) também para defender a ideia de Europa, uma das bandeiras da esquerda nas últimas décadas. Você acha que o partido encontrará espaço político ou acabará fracassando?
Neste caso, afirmar o que seria um sucesso ou fracasso não é fácil. Em muitos aspectos Syriza irá fracassar a curto prazo. Mas acredito que a longo prazo terá alcançado uma vitória por ter suscitado questões que não poderiam ter sido ignoradas. No momento, a dúvida gira em torno da democracia e o seu significado, quando você tem Angela Merkel governando de modo autocrático, decidindo a vida de todos os europeus. Chegará o momento em que a opinião pública irá clamar pela derrubada dos governos autocráticos. Em último caso, se Merkel e os líderes europeus não mudarem suas posições e forçarem a Grécia a sair da Europa (como provavelmente farão), as consequências serão bem mais sérias do que hoje se imagina. Políticos normalmente cometem graves erros de julgamento, e eu considero este um desses casos.

No livro você prevê um novo ciclo de revoltas. Porém, uma avaliação dos últimos anos terá que reconhecer que a Primavera Árabe foi um desastre e que o Occupy não foi capaz de se transformar em uma força política eficaz. Você acha que a resposta está em um partido como o Podemos, que tem sido capaz de dar expressão política aos protestos de 2011 na Espanha?
O Syriza e o Podemos abriram um espaço político, pois algo novo está acontecendo. E o que seria isto? Não sou capaz de responder. Logicamente aqueles que pertencem à esquerda anticapitalista os acusarão de “reformistas”. O que até pode ser verdade, mas também foram as primeiras forças a promover determinadas políticas, e uma vez iniciado este novo caminho, surgirão novas possibilidades. Romper de uma vez por todas com o mantra da “austeridade” e esmagar o poder da troika [FMI, Banco Central Europeu e Comissão Europeia, que impõem as políticas econômicas nos países europeus em crise] abriria, acredito, um espaço para novas perspectivas, que poderiam ser desenvolvidas adiante. Na atual situação, penso que estes modelos de partidos que vemos surgir na Europa, que começam a definir alternativas de esquerdas atualmente em falta, são as melhores opções. Eles provavelmente serão populistas – com todos os limites e perigos que o populismo implica –, mas como eu disse, trata-se de um movimento: ele abre espaços, e o modo como utilizamos estes espaços depende de nossa capacidade de perguntar, “Ok, agora chegamos até aqui, o que devemos fazer agora?”.
Você acredita que o neoliberalismo foi apenas um momento de mudança que será superado pela reorganização do capital pós-crise? Ou acha que ele será reforçado com novo vigor?
Eu diria que o neoliberalismo nunca esteve tão forte quanto agora: o que é a “austeridade” efetivamente, se não a transferência de recursos das classes baixas e médias paras as classes altas? Se olharmos as informações sobre quem se beneficiou com as intervenções estatais desde a crise de 2008, veremos que foi o 1% da população, ou melhor, o 0,1%. É lógico que a resposta para isto depende de como se define o neoliberalismo, e minha definição (um projeto da classe capitalista) talvez seja algo distinta da de outros estudiosos.
Quais foram as novas “regras do jogo” instauradas no sistema capitalista após 1970?
Por exemplo, no caso de um conflito entre bem-estar coletivo e resgate dos bancos, salva-se os bancos. Em 2008, estas regras foram aplicadas de um modo bastante claro: salvaram os bancos. Porém, poderíamos facilmente ter resolvido os problemas daqueles que foram despejados, atendendo a necessidade da população por moradia, e só então ter dado atenção à crise financeira. A mesma coisa ocorreu com a Grécia, a quem foi emprestado um bocado de dinheiro que foi direto para os bancos franceses e alemães.
Por que, então, foi preciso que os gregos atuassem como intermediários na transferência entre os governos e bancos?
A estrutura em funcionamento permite que a Alemanha não tenha que salvar diretamente os bancos alemães, ou a França os bancos franceses: sem a Grécia no meio, teria ficado óbvio o que estavam fazendo. Ao passo que, daquele outro modo, o fato de terem despejado todo este montante de dinheiro faz parecer que a Grécia foi tratada com generosidade, quando na verdade estes fundos foram diretamente para os bancos.
Você mencionou o 1%. Como marxista, você considera este dado apenas um slogan eficiente, vê nele algum valor analítico ou acha que ele só ajuda a desviar a atenção do conceito da luta de classes?

Se aceitamos o materialismo histórico-geográfico, temos que reconhecer que as contradições evoluem constantemente, e o mesmo deve ocorrer com nossas categorias. Ao se referir ao “1%”, portanto, o Occupy foi bem sucedido em introduzir este conceito no debate público. É evidente que a riqueza deste 1% aumentou de forma maciça, como mostram Piketty e todos os dados. Em outras palavras, falar sobre o 1% é reconhecer que criamos uma oligarquia global, que não coincide com a classe capitalista, mas que está no centro dela. É como uma palavra-chave que serve para descrever o que a oligarquia global está fazendo, dizendo e pensando. Leia mais em: http://outraspalavras.net/capa/harvey-opina-renovacao-da-esquerda/

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Realização do Retiro de Semana Santa dos Jovens da Paróquia São José Carpinteiro de Xinguara



 Nos dias 03, 04 e 05 de Abril aconteceu o Retiro de Semana Santa, com o tema: “POR TUAS CHAGAS FOMOS CURADOS” (Is 53, 5), onde jovens da Diocese de Santíssima Conceição do Araguaia,  se encontraram em Xinguara - PA para vivenciarem o verdadeiro sentido da Semana Santa com os vários preceitos católicos, como o jejum, o silêncio, a oração, o testemunho. Jovens foram usados como caminho em Cristo na vida de outros jovens e tantos foram tocados com Jesus Cristo ressuscitado sendo adorado. Ao longo do retiro tivemos alguns testemunhos, assim sendo, cada um com sua própria história de vida, ajudou para demonstrar aos jovens que mesmo com erros, podemos voltar atrás e retornar para os braços do Pai. Porém, chamou mais atenção o testemunho de conversão de um servo que vivia no mundo das drogas e prostituição,  perdeu seus bens, o que levou a cair; mas a oração de sua família e dos grupos de orações ajudara-o a converter-se e deixar o querer de Deus acontecer na sua vida, hoje Cristo se faz presente em seu coração fortalecendo a sua fé a todo instante, com estes momentos de aprendizados com a presença real de Jesus Cristo, os jovens renasceram e ressuscitaram suas vidas espiritualmente, renovando cada vez mais seus laços de cristãos, sem temer quando nos é confiada uma missão devemos apenas confiar e entregar nossos medos a Jesus Cristo. Ele ressuscitou de verdade! Aleluia, Aleluia! - Franciely Trigueiro

segunda-feira, 2 de março de 2015

Urbanização X Meio Ambiente – Os dois lados do planejamento urbano,  

[EcoDebate] A aceleração do processo de urbanização começou na segunda metade do século XX, onde grandes populações começaram a ocupar espaços reduzidos de maneira inapropriada, gerando competição pelos recursos naturais de maior interesse populacional o solo e a água.
A bacia hidrográfica é dividida em dois tipos de espaços físicos, espaços rurais e espaços urbanos, em sua maioria os espaços rurais são ambientes com áreas bastante permeáveis.
Quando acontece um processo de urbanização os espaços permeáveis, inclusive as áreas com presença de vegetação são submetidas a diferentes tipos de usos, os quais tendem a impermeabilizar a superfície, causando um aumento no escoamento superficial.
Na bacia hidrográfica, os espaços urbanos englobam como águas urbanas: o abastecimento de água e esgotos sanitários, a drenagem urbana, as inundações de várzea e a gestão dos sólidos totais (sedimentos e resíduos sólidos).
A gestão das águas urbanas possui problemas crônicos como: deterioração dos mananciais, perda de água na distribuição e falta da racionalização de uso de água em residências e indústrias.
Parte dos engenheiros que atuam no meio urbano, estão desatualizados com as questões ambientais e geralmente buscam soluções estruturais que modificam o ambiente e causam problemas relacionados à infra-estrutura de água, um grande exemplo nos centros urbanos são as inundações.
As inundações podem ocorrer de duas formas conforme é mostrado na Figura, elas podem ocorrer de forma natural no leito maior do rio (limite da área de inundação) ou devido ao processo de urbanização causadas pela impermeabilização do solo ou pela canalização dos cursos d’água (leito menor) e ocupação de áreas ribeirinhas.
A Expansão Urbana e a Degradação dos Rios
Como todos os ecossistemas, os rios também são afetados pelas atividades humanas, dentre elas a de maior impacto nos ecossistemas lóticos é a alteração do curso d’água devido a atividade de urbanização da bacia hidrográfica.
O processo de urbanização em uma bacia hidrográfica tende a modificar a paisagem assim como provocar impactos negativos e positivos no ambiente. O grande ponto de atenção quando começa a expansão urbana é o gerenciamento dos recursos hídricos assim como os usos dos solos. Ao urbanizar uma bacia hidrográfica a tendência é diminuir a superfície permeável do solo aumentando assim o escoamento superficial (runoff). Este acarreta em outros dois processos bastante preocupantes no meio urbano, a erosão e as enchentes nas áreas ribeirinhas. Dentro de um centro urbano a gestão das águas deve ser continua e monitorada. Enchentes e degradação dos corpos d’água podem ser evitadas, através de estruturas capazes de encaminhar as águas provindas da chuva para dentro do córrego adequadamente.
Fontes:
ARAUJO, G. H. S.; ALMEIDA, J. R.; GUERRA, A. J. T. Gestão Ambiental de Áreas Degradadas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2008;
CANHOLI, A. P. Drenagem Urbana e Controle de Enchentes. São Paulo: Oficina de Textos, 2005;
TUCCI, C. E. M. Inundações urbanas. Porto Alegre: ABRH, 1995;
______. Águas urbanas: estudos avançados, v. 22, n.63, p. 97-112, 2008.

Rafael Fernando de Almeida Ferraz
Graduado em Tecnologia em Meio Ambiente e Recursos Hídricos pela Faculdade de Tecnologia de Jahu – FATEC JAHU
Profissão: Tecnologo em Meio Ambiente e Recursos Hídricos (enfase em Planejamento e Gestão Urbana).

Publicado no Portal EcoDebate, 02/03/2015

"Urbanização X Meio Ambiente – Os dois lados do planejamento urbano, artigo de Rafael Fernando de Almeida Ferraz," in Portal EcoDebate, 2/03/2015,http://www.ecodebate.com.br/2015/03/02/urbanizacao-x-meio-ambiente-os-dois-lados-do-planejamento-urbano-artigo-de-rafael-fernando-de-almeida-ferraz/.

domingo, 1 de março de 2015

Diretoria da Associação de comunicadores é empossada em Xinguara

Nova diretoria da ACIX
Nova diretoria da ACIX
A noite do dia 23 de fevereiro foi marcada pela posse da nova diretoria da Associação dos Comunicadores e Imprensa de Xinguara (ACIX), que aconteceu no auditório da Delegacia de Polícia Civil da cidade.
Diretoria e Associados
Diretoria e Associados
A eleição se deu por aclamação em uma assembleia geral realizada no dia 10, do mesmo mês. O evento foi marcado pela cordialidade entre os amigos comunicadores e apresentação de novos projetos a serem executados no decorrer do ano. Antes do ex presidente, Antônio Guimarães, passar o cargo, foi realizado a entrega de certificados aos sócios, em forma de reconhecimento pela integração dos profissionais à entidade. Tendo tomado posse, a vice-presidente da Associação, Léia Cardoso, também apresentou um projeto para a comemoração do dia da imprensa em Xinguara, data em que se pretende realizar, pelo segundo ano consecutivo, uma sessão solene na Câmara de vereadores, em 1° de junho. A ideia é divulgar e valorizar o trabalho dos profissionais locais.
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 Como parte do projeto de atuação da nova diretoria,  uma das propostas é de levar a ACIX até as escolas com o objetivo de incentivar ainda mais os estudantes à leitura e a participação social nos meios de comunicação. O evento contou com a participação de vários sócios fundadores. Assim que terminou a reunião que deu posse a nova diretoria, os profissionais seguiram para uma pizzaria, onde saborearam um delicioso jantar. A Entidade foi criada em 2013 e os atuais diretores terão mandato de dois anos.


Diretoria
Presidente: Roserval Ramos
Vice-presidente: Gessiléia Cardoso
Diretor Administrativo: Juliety Silva
Vice-diretor administrativo: Wesley Wagner
Diretor Financeiro: André Silvestre “G1host Informática”
Vice-diretor financeiro: Alcides Rodrigues
Diretor Cultural: Fabiano Amaral
Vice-diretor cultural: Jessivanio Cardoso
Diretor de Formação: Antonio Guimarães
Vice-diretor de formação: Antonio J. de Sousa Maia
Diretor de Comunicação: Sandra Cavalcante
Vice-diretor de comunicação: Flavio Marques
Conselho Fiscal: Gracimon Noel, Juarez Queiroz e Geziel de Paula
Conselho de Ética: Júlio Pitondo, Ricardo Rick e Marcelo Vinicius (Texto: Mábia Cristine – jornalista)
LER MAIS EM: 
http://www.acix.net.br/