quarta-feira, 11 de abril de 2018


COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS APROVA DILIGÊNCIA PARA VERIFICAR CONDIÇÕES DA PRISÃO DE LULA
foto: CDH do Senado Federal 


A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado acaba de aprovar, nesta tarde de quarta-feira, 11 de abril, de 2018, requerimento para que seja realizada diligência para verificar as condições de encarceramento do ex-presidente Lula Inácio Lula da Silva e dos demais presos nas dependências da Polícia Federal em Curitiba. O requerimento foi solicitado pela senadora Vanessa Grazziotin com apoio dos senadores Paulo Rocha, Lindbergh Farias, Jorge Viana, Regina Sousa, Paulo Paim, Angela Portela e Telmário Mota.
Desde sábado (06), o Brasil acompanha perplexos os atos que se seguiram à prisão de Lula. São circunstâncias anormais e que afrontam o Estado democrático de Direito, portanto, justificam o acompanhamento in loco pelos Senadores.
Segundo o senador Paulo Rocha (PT-PA), uma situação preocupante e que causou perplexidade está no diálogo captado por ocasião do voo que levou o ex-presidente Lula a Curitiba, onde um controlador de voo comparou o passageiro ilustre como lixo e sugerindo seu descarte.
“Há sequência de violência, dando prosseguimento a uma série de arbitrariedades, desde agressões a apoiadores de Lula que estão em acampamentos próximos à superintendência da Polícia Federal. É com muita indignação que vimos a deputada estadual do Rio Grande do Sul, Manuela D’Ávila, ser agredida por um manifestante, que em seguida foi acolhido dentro da Superintendência da Polícia Federal”, disse o senador.
Justificando o requerimento, os senadores aprovaram que é arbitrário o isolamento que o ex-Presidente está sendo submetido e que fere os princípios básicos dos direitos humanos e principalmente da dignidade da pessoa humana. 


quinta-feira, 29 de março de 2018


Diversidade e funcionalidade ecossistêmica, artigo de Roberto Naime


[EcoDebate] Todos os animais como abelhas, anfíbios, antas, onças, cupins e peixes-boi exercem funções ecossistêmicas importantes na manutenção do habitat.
Todos os animais possuem papéis importantes para o equilíbrio da natureza. São eles que dispersam sementes, plantando árvores, controlam populações de outras espécies e ainda produzem remédios para cura de muitas doenças, inclusive humanas. A função deles é primordial para a existência de outras espécies.
O site do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) selecionou algumas espécies que se destacam na natureza ressaltando a importância delas para a manutenção e o equilíbrio ecossistêmico e da biodiversidade.
As abelhas praticam a polinização, que contribui com a manutenção da diversidade de espécies na terra, sendo o fator mais importante para a existência da vegetação.
O desaparecimento das abelhas levará à redução de várias espécies de plantas e animais e também dos serviços ambientais fornecidos por elas, como é o caso da polinização, que promove a diversidade das espécies de plantas.
Acredita-se que as principais causas na redução de populações de abelhas sejam as mudanças climáticas, a grande quantidade de inseticida utilizado pela agricultura e o desmatamento.
Os anfíbios são considerados bioindicadores, conseguem prever alterações ambientais. A pele permeável e o ciclo de vida em ambiente aquático e terrestre são características que os tornam suscetíveis a alterações no ambiente, tanto físicas, como químicas.
A sensibilidade de algumas espécies de anfíbios permite dizer que o ambiente não vai bem, quando deveriam estar presentes e não estão. O declínio de tantas espécies de anfíbios é grave. Mesmo em áreas em que o ambiente está aparentemente preservado, o desaparecimento de espécies de anfíbios nos diz que existe um problema.
A anta tem o hábito de procurar comida durante o fim de tarde, de noite e de madrugada. Durante o dia costuma descansar escondida na mata ou dentro da água, local considerado como refúgio para elas. Em períodos de cheias, com a inundação das florestas, a anta mergulha atrás de frutos caídos das árvores. A principal predadora da anta adulta é a onça-pintada.
Os jovens e filhotes também são presas das suçuaranas e jacarés. A anta, além de ser o maior mamífero terrestre da América do Sul, é considerada a jardineira de nossas florestas, por ser uma excelente dispersora de sementes, contribuindo dessa forma para a formação e manutenção da biodiversidade dos biomas brasileiros onde vive, como Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal.
Os cupins podem ser considerados como uma espécie-chave devido a sua grande abundância e impacto no ambiente. Esses insetos capazes de digerir celulose servem de alimento para um grande número de organismos, e os seus ninhos, os cupinzeiros, servem de abrigo a vários animais de diversas espécies, incluindo invertebrados e vertebrados. São muito importantes para o solo, influenciando diretamente na sua estruturação e fertilidade.
Os cupins ao construírem seus ninhos no solo fazem vãos e pequenos canais, permitindo com que os solos sejam aerados e drenados. A movimentação dos cupins faz com que haja maior circulação de partículas no solo.
Por consequência, outras funções importantes são a de descompactação e a de manutenção da porosidade e distribuição de matéria orgânica. Ou seja, este grupo é muito importante tanto para a estruturação física quanto química do solo.
Cupins têm função importante nos processos de decomposição, ciclagem de nutrientes, fixação de nitrogênio, fluxo do carbono, incorporação de matéria orgânica e condicionamento do solo.
A onça-pintada exerce importante função ecológica para a manutenção do equilíbrio dos ambientes onde ocorre, principalmente por regular o tamanho das populações de suas espécies presas como queixadas, capivaras e jacarés.
É um animal que exige extensas áreas preservadas para sobreviver e se reproduzir. Dessa forma, a onça-pintada é considerada uma espécie guarda-chuva, pois suas exigências ecológicas englobam todas as exigências das demais espécies que ocorrem no seu ambiente. Ou seja, quando a onça estiver bem, outras espécies estarão bem também.
Finalizando, o peixe-boi fertiliza a água dos rios com os nutrientes encontrados em sua urina e fezes que serve de alimento para muitas larvas de peixes e fitoplânctons.
Além disso, contribui para o controle biológico de plantas aquáticas, regulando a sua multiplicação. A espécie marinha evita que algas se acumulem em um único local da costa e também as impedem de alcançar superfícies litorâneas e dificultar a vida marinha nesses locais.
Referência:

Dr. Roberto Naime, Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor em Geologia Ambiental. Integrante do corpo Docente do Mestrado e Doutorado em Qualidade Ambiental da Universidade Feevale.
Sugestão de leitura: Civilização Instantânea ou Felicidade Efervescente numa Gôndola ou na Tela de um Tablet [EBook Kindle], por Roberto Naime, na Amazon.

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 29/03/2018