TECNOLOGIA
UE quer aplicar direito de ser esquecido do Google no mundo
Autoridades
europeias de defesa da privacidade querem que sites de busca como Google e
Bing, da Microsoft, apaguem resultados globalmente, não apenas na Europa,
quando pessoas evocarem o "direito a ser esquecido", como decidido na
Corte Europeia.
Os
reguladores de privacidade da União Europeia entraram em acordo sobre um conjunto de diretrizes nesta quarta-feira que
os ajudará a implementar a decisão da mais alta corte da Europa, que deu às
pessoas o direito de pedir aos sites de busca que removam informações pessoais que sejam "inadequadas, irrelevantes ou
não mais relevantes".
O Google, empresa que domina as
buscas na internet na Europa, tem apagado resultados apenas das versões
europeias de seu site, como o Google.de, na Alemanha, ou o Google.fr, na
França, o que significa que eles ainda aparecem no Google.com.
"A partir da análise
jurídica e técnica que estamos fazendo, eles devem incluir o '.com'",
disse a diretora do regulador francês de privacidade, Isabelle
Falque-Pierrotin, em coletiva de imprensa.
Um
porta-voz do Google não foi encontrado de imediato para comentar.
Europa x Mundo
Anteriormente, o Google afirmou acreditar que os resultados de buscas só devem ser removidos de suas versões europeias, uma vez que o Google automaticamente redireciona as pessoas às versões locais de seu site de busca.
Anteriormente, o Google afirmou acreditar que os resultados de buscas só devem ser removidos de suas versões europeias, uma vez que o Google automaticamente redireciona as pessoas às versões locais de seu site de busca.
Essa questão de até onde levar o
"direito a ser esquecido" tem dividido especialistas e reguladores de
privacidade, com alguns argumentando que a abordagem atual do Google dilui a
eficácia da decisão, tendo em vista a facilidade em se alternar para diferentes
versões nacionais.
A decisão desta quarta-feira representa outro revés
para o Google, que enfrenta várias investigações acerca de sua política de privacidade e se vê
em meio a um inquérito antitruste da UE que dura há quatro anos.
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