Dilma e Lula debatem reforma ministerial
A presidente Dilma Rousseff pretende fazer uma reforma na equipe em
janeiro de 2014, para ajustar o governo.
A presidente Dilma Rousseff
pretende fazer uma reforma na equipe em janeiro de 2014, para ajustar o governo
com o quadro político-eleitoral, mas pode antecipar mudanças no ministério. O
assunto foi discutido por Dilma, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o
presidente do PT, Rui Falcão, em reunião que durou seis horas na Granja do
Torto.
Uma possível entrada do
governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), no páreo presidencial não
surpreende, mas preocupa o governo. Diante do cenário, o Palácio do Planalto
tenta segurar a ala do PSB que se opõe a Campos. O Ministério da Integração,
hoje ocupado por Fernando Bezerra (PSB) - ligado ao governador -, deve ser
entregue ao PMDB, desde que o partido concorde em reforçar o palanque de Dilma
no Nordeste e em apoiar candidatos do PT na região.
Todo o esforço será feito para
que Dilma liquide a fatura eleitoral no primeiro turno. O Planalto quer dividir
o PSB, atraindo o governador do Ceará, Cid Gomes, e o secretário da Saúde, Ciro
Gomes, para a campanha de Dilma. Homem da confiança de Lula, o ex-ministro
Walfrido dos Mares Guia, que presidiu o PSB de Minas e deixou o posto por
divergir de Campos, foi convocado para a reunião desta tarde na Granja do
Torto.
Ideli e Miriam
Em uma época de muitas
dificuldades na relação do governo com o Congresso, voltaram os rumores sobre
as substituições das ministras Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e
Miriam Belchior (Planejamento), ambas da cota petista. Até mesmo na seara do PT
há queixas sobre Ideli, que não consegue acertar o passo da articulação
política e frequentemente recorre à ajuda do ex-deputado Paulo Rocha, amigo do
ex-ministro José Dirceu, réu no processo do mensalão.
Líderes do PT chegaram a pedir
a Dilma que pusesse o titular das Comunicações, Paulo Bernardo, no lugar de
Ideli. A presidente, porém, não age sob pressão e, diante das notícias sobre a
saída da ministra, decidiu segurá-la por alguns meses.
Pelos cálculos do Planalto, no
mínimo 12 dos 39 ministros deixarão os cargos para disputar as eleições de 2014.
Na lista está a chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, que será candidata do PT
ao governo do Paraná.
A dúvida, agora, é sobre a
conveniência de transferir o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, para
essa cadeira, já que ele deve coordenar a campanha da reeleição de Dilma. Na
avaliação de Lula, Miriam Belchior seria a mais indicada para comandar a Casa
Civil, mas Dilma ainda não bateu o martelo sobre a proposta.
Mensalão
Outro tema da conversa foi uma
possível reabertura do julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal
(STF). Apesar da solidariedade aos réus do PT, Dilma avalia que um novo
julgamento pode atrapalhar a campanha.
"Todos têm direito a um
novo julgamento, mas, se o Supremo aceitar os embargos infringentes (recursos),
as novas análises têm que ficar para 2015, e não para o segundo semestre de um
ano eleitoral", afirmou o presidente do PT paulista, deputado Edinho
Silva.
Dilma, Lula e Falcão também
fizeram previsões sobre como ficarão os partidos depois de 5 de outubro, quando
termina o prazo de filiações para quem quer se candidatar. No diagnóstico dos
petistas, o PSDB do senador Aécio Neves (MG) enfrenta problemas, mas ainda pode
sofrer mais divisões, caso o ex-governador José Serra se filie ao PSD do
ex-prefeito Gilberto Kassab.
Lula tenta atrair o PSD para o
palanque de Dilma e para a campanha do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao
governo de São Paulo. O ex-presidente conversou também com o ministro do
Esporte, Aldo Rebelo, e pediu que o PC do B ajude o PT a obter adesões para a
candidatura de Padilha.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.